O Grupo Globo foi o principal destinatário das verbas
de publicidade institucional do governo federal destinadas à televisão durante
os três primeiros anos do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT). Dados oficiais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência
da República (Secom), compilados pelo portal Poder360, mostram que, entre 2023
e 2025, a emissora concentrou aproximadamente metade dos investimentos federais
em publicidade para a TV aberta.
Segundo o levantamento, a Globo recebeu cerca de R$ 462 milhões, o
equivalente a 49,4%
do total destinado às emissoras de televisão no período. Em seguida aparecem a Record, com R$ 183 milhões (19,6%);
o SBT,
com R$ 102 milhões
(10,9%); a Band,
com R$ 83 milhões
(8,9%); e a RedeTV!,
com R$ 42 milhões
(4,5%). Outras emissoras dividiram aproximadamente R$ 63 milhões,
correspondentes a 6,7%
do total.
Os números referem-se à publicidade institucional da
administração direta do governo federal, incluindo campanhas de utilidade
pública, como vacinação, educação, programas sociais e ações de
conscientização. Os dados não incluem, em regra, os investimentos publicitários
realizados por empresas estatais, como Petrobras, Caixa Econômica Federal e
Banco do Brasil, que possuem orçamentos próprios.
Ainda de acordo com a Secom, a distribuição das verbas
segue critérios técnicos definidos em planejamento de mídia, considerando
fatores como audiência, alcance geográfico, perfil do público-alvo das
campanhas e custo-benefício dos veículos de comunicação.
Em 2023, primeiro ano do atual mandato presidencial, a
Globo já havia liderado a distribuição de recursos destinados à televisão.
Levantamento da Folha de
S.Paulo apontou que a emissora recebeu aproximadamente R$ 54,4 milhões,
enquanto a Record ficou com cerca de R$
13 milhões, o SBT com R$
11 milhões, a Band com R$
5 milhões e a RedeTV! com aproximadamente R$ 1 milhão.
Os
dados mostram que a televisão permanece como um dos principais meios utilizados
pelo governo federal para veiculação de campanhas institucionais, apesar do
crescimento dos investimentos em plataformas digitais.