quinta-feira, 20 de agosto de 2026

MINISTROS DO STF VOLTAM A DEFENDER A OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA DE JORNALISTA

Na última terça-feira (18), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e Alexandre de Moraes voltaram a defender a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista no Brasil.

É importante destacar que o fim da obrigatoriedade do diploma foi uma decisão tomada pelo próprio STF, em 2009, por 8 votos a 1, com apenas o voto contrário do ex-ministro Marco Aurélio Mello, que defendia a exigência do diploma.

Naquele momento, o ministro Gilmar Mendes defendeu que a exigência do diploma entrava em conflito com a liberdade de expressão e de informação.

Atualmente, com o avanço das notícias falsas, as famosas fake news, impulsionadas por tecnologias como a inteligência artificial (IA) e pelas redes sociais, volta a ser uma discussão de extrema importância para o exercício da profissão de jornalista.

É preciso valorizar o jornalista profissional, que apura as informações antes de divulgá-las, que preza pela ética e, principalmente, pelo compromisso de informar com qualidade, sem distorções dos fatos.

Hoje em dia, todo mundo se diz jornalista, o que contribui para uma banalização da profissão. Muitos falam e opinam sobre tudo, sem ter o mínimo de preparo e qualificação profissional.

Liberdade de expressão não significa, de forma irresponsável, sair criando mentiras, distorcendo os fatos e manipulando informações sob a prerrogativa de se dizer jornalista. 

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