Na última terça-feira (18),
os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e Alexandre de
Moraes voltaram a defender a obrigatoriedade do diploma para exercer a
profissão de jornalista no Brasil.
É importante destacar que o
fim da obrigatoriedade do diploma foi uma decisão tomada pelo próprio STF, em
2009, por 8 votos a 1, com apenas o voto contrário do ex-ministro Marco Aurélio
Mello, que defendia a exigência do diploma.
Naquele momento, o ministro Gilmar Mendes defendeu que a
exigência do diploma entrava em conflito com a liberdade de expressão e de
informação.
Atualmente, com o avanço das
notícias falsas, as famosas fake news,
impulsionadas por tecnologias como a inteligência artificial (IA) e pelas redes
sociais, volta a ser uma discussão de extrema importância para o exercício da
profissão de jornalista.
É preciso valorizar o
jornalista profissional, que apura as informações antes de divulgá-las, que
preza pela ética e, principalmente, pelo compromisso de informar com qualidade,
sem distorções dos fatos.
Hoje em dia, todo mundo se
diz jornalista, o que contribui para uma banalização da profissão. Muitos falam
e opinam sobre tudo, sem ter o mínimo de preparo e qualificação profissional.

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