Um levantamento divulgado
pelas organizações de direitos humanos Terra de Direitos e Justiça Global,
registrou 134 casos de violência política durante os 50 dias de campanha do
primeiro turno das eleições de 2026, entre 16 de agosto e 4 de outubro. O
número representa, em média, um episódio a cada nove horas em todo o Brasil.
Do total de ocorrências, 70
tiveram mulheres como vítimas, correspondendo a 52,2% dos registros. A situação
é ainda mais preocupante quando são analisados os episódios direcionados
especificamente a candidatos. Dos 102 casos identificados nesse grupo, 60
atingiram mulheres, o equivalente a 58,8% das ocorrências.
O levantamento destaca que,
embora as mulheres representassem aproximadamente 35% das candidaturas, elas
foram vítimas de mais da metade dos episódios de violência registrados contra
candidatos. Os dados evidenciam a desproporção dos ataques e os desafios
enfrentados pelas mulheres para participar da política em condições de
segurança e igualdade.
Entre as ocorrências
identificadas estão ameaças, ofensas e manifestações de discriminação,
incluindo machismo, misoginia, racismo e transfobia. Essas práticas podem
intimidar candidatas, prejudicar suas campanhas e dificultar sua participação
nos espaços de poder.

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