sexta-feira, 9 de outubro de 2026

NO BRASIL, MULHERES FORAM AS PRINCIPAIS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA POLÍTICA NA CAMPANHA ELEITORAL

Um levantamento divulgado pelas organizações de direitos humanos Terra de Direitos e Justiça Global, registrou 134 casos de violência política durante os 50 dias de campanha do primeiro turno das eleições de 2026, entre 16 de agosto e 4 de outubro. O número representa, em média, um episódio a cada nove horas em todo o Brasil.

Do total de ocorrências, 70 tiveram mulheres como vítimas, correspondendo a 52,2% dos registros. A situação é ainda mais preocupante quando são analisados os episódios direcionados especificamente a candidatos. Dos 102 casos identificados nesse grupo, 60 atingiram mulheres, o equivalente a 58,8% das ocorrências.

O levantamento destaca que, embora as mulheres representassem aproximadamente 35% das candidaturas, elas foram vítimas de mais da metade dos episódios de violência registrados contra candidatos. Os dados evidenciam a desproporção dos ataques e os desafios enfrentados pelas mulheres para participar da política em condições de segurança e igualdade.

Entre as ocorrências identificadas estão ameaças, ofensas e manifestações de discriminação, incluindo machismo, misoginia, racismo e transfobia. Essas práticas podem intimidar candidatas, prejudicar suas campanhas e dificultar sua participação nos espaços de poder.

A pesquisa também reforça a preocupação com a persistência da violência política no país, considerada uma ameaça ao exercício democrático e à liberdade de participação. Os números ressaltam a importância de medidas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos envolvidos, além do compromisso de partidos e instituições com um ambiente eleitoral mais seguro e democrático. 

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